Autor: Claudia Komesu
Passeio no Parque Villa-Lobos, em horários não passarinheiros, em busca de espécies comuns e experiências para o Lado B.
Sempre acreditei na força do exemplo: eu tenho que passarinhar mais e buscar fotos Lado B, e poder contar se é divertido ou chato, se funciona ou não.
Voltei ao Parque Villa-Lobos no dia 29/05. O horário das 11h não faz parte do Lado B, é só porque das 6h às 9h é incrivelmente lotado, você não acreditaria na quantidade de gente saudável em São Paulo que vai correr antes de ir trabalhar. No primeiro passeio com a Taty no dia 21/05, e depois no dia 23 acabei vendo vários bichos no surreal horário das 13h, por isso voltei no mesmo esquema. A maioria das fotos foi feita no dia 29, com umas poucas fotos do dia 23.
Testes de luz e contraluz
Caminhando devagar, vi umas aves forrageando ao redor de uma moita com flores vermelhas muito bonitas. Pardais. Mais assustadiços do que os canários. Sentei num banco próximo e esperei, porque as flores eram lindas, e fiquei lá mentalizando para que em algum momento, chegasse um membro do bando para pousar numa das flores.
Infelizmente não aconteceu, o melhor que consegui foi esse macho (foto de abertura) pousado no caule, não perto o suficiente de uma flor. E ele estava bem no contraluz, coisas que o Photoshop ou o ACDSee te salva:
Foto tratada no ACDSee
Foto original
(Eu sei, eu sei, pode me chamar de impostora. Prometo que logo faço um post sobre o que sei de tratamento de fotos)
Os pardais foram embora, e decidi experimentar fotos da flor, para ver se consigo melhorar meu reconhecimento sobre o melhor ângulo de luz. Não queria a tal “luz favorável”, acho que as fotos ficam mais interessantes na contraluz. Se algum santo tivesse pousado aqui, teria dado uma fotona:
Mas vi que se eu mudasse o ângulo pra cá, teria o céu azul, mas talvez já ficaria na contraluz demais:
Também quis testar fotografar esta flor em um leve contraluz:
Porque achei-a muito bonita, e na semana anterior tinha registrado um beija-flor-tesoura se alimentando dela. Ah, se eu pegasse este beija-flor com a tal luz bonita… A foto abaixo tem uma composição interessante, tanto de flores, fundo, pose da ave, mas não tem luz.
Proximidade e pose ornitológica x cenário e entender que a ave se afastar não é necessariamente algo ruim
É claro que eu prefiro a segunda foto. E a segunda foto consegui depois da primeira. Ou seja, não desista da ave, se ela voou para mais longe, não significa que você perdeu a melhor chance, ela pode ter pousado em um cenário melhor, como foi o caso dessa primavera.
Campo florido é sempre um bom cenário, não importa a ave
Com uma luz mais bonita e o fundo um pouco mais desfocado, poderia ser uma ótima foto
Fotografar até depois que a luz acabou
Nunca usei uma tele 2.8, e durante vários anos usei a Nikon D300, que só suporta até ISO 800, depois disso as fotos começam a ficar muito ruins. Por isso, quando a luz ia acabando, eu já guardava a câmera. Estou com uma Canon 7D agora, que suporta ISOs mais altos (mas continuo com uma lente 5.6). Sei que esse item depende muito do equipamento, mas recomendo tentar fotografar mesmo depois da luz já ter acabado. Afinal, não precisamos de super-definição de penas, e sim de fotos bonitas. A foto abaixo quase deu certo: se o último raio de luz estivesse um pouco mais forte, brilhando sobre o quero-quero, e não houvesse esses matinhos desfocados na frente, essa foto ficaria boa.
Aves em cenários urbanos
Muitos birders não gostam, mas eu gosto e recomendo: afinal, as aves estão ao nosso redor e junto com a gente. Aqui vão minhas tentativas (as duas primeiras fotos são da semana anterior):
Leia mais http://virtude-ag.com/lado-b-villa-lobos-maio2012-cko/
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